BRUNHARA, R.
2011.
O Fragmento 2 W de Tirteu e a Poética da Eunomia. Classica - Revista Brasileira de Estudos Clássicos. 24(1)
AbstractAcreditou-se por muito tempo que a Eunomia de Tirteu (Fr.1 – 4 W) fosse um poema narrativo destinado à comunidade e entoado apenas no espaço do festival público. Atualmente a discussão permanece em aberto, sobretudo por causa da escassez dos fragmentos que restaram. Em vez de tentar neste trabalho conjeturar uma ocasião de performance específica para o poema, este texto visa responder as seguintes perguntas a partir da leitura do fragmento 2 W: Há marcas textuais que distinguem uma poética circunscrita aos eventos públicos e outra, própria do ambiente simpótico? Se sim, Pode-se dizer que a Eunomia de Tirteu apresenta tais marcas?
Carvalho, E.
2011.
Popper e o problema da predição prática. Analytica. 15(2):123-146.
AbstractO problema da predição racional, lançado por Wesley Salmon, é sem dúvida o calcanhar de Aquiles do método crítico preconizado por Popper. Neste artigo, avalio a resposta que tanto Popper quanto o popperiano Alan Musgrave deram a este problema. Ambas as respostas são inadequadas e, assim, a conclusão de Salmon é reforçada: sem apelar à indução, não há como fazer da predição prática uma ação racional. Além disso, o método crítico precisa ser vindicado se se pretende que a sua aplicação seja adequada para a preferência de hipóteses. Argumento que a natureza desta vindicação é tal que ela também pode ser aplicada à indução. Assim, ser um popperiano é uma boa razão para ser também um indutivista.
Bensusan, H, Carvalho E.
2011.
Qualia Qua Qualitons: Mental Qualities as Abstract Particulars. Acta Analytica. 26(2):155-163.
AbstractIn this paper we advocate the thesis that qualia are tropes (or qualitons), and not (universal) properties. The main advantage of the thesis is that we can accept both the Wittgensteinian and Sellarsian assault on the given and the claim that only subjective and private states can do justice to the qualitative character of experience. We hint that if we take qualia to be tropes, we dissolve the problem of inverted qualia. We develop an account of sensory concept acquisition that takes the presence of qualia as an enabling condition for learning. We argue that qualia taken to be qualitons are part of our mechanism of sensory concept acquisition.