Prass, TS, Bravo JM, Clarke RT, Collischonn W, Lopes SRC.
2012.
Comparison of forecasts of mean monthly water level in the Paraguay River, Brazil, from two fractionally differenced models. Water Resources Research. 48, Number 5
AbstractThe paper compares forecasts of mean monthly water levels up to six months ahead at Ladário, on the Upper Paraguay River, Brazil, estimated from two long-range dependence models. In one of them, the marked seasonal cycle was removed and a fractionally differenced model was fitted to the transformed series. In the other, a seasonal fractionally differenced model was fitted to water levels without transformation. Forecasts from both models for periods up to six months ahead were compared with forecasts given by simpler “short-range dependence” Box-Jenkins models, one fitted to the transformed series, the other a seasonal autoregressive moving average (ARMA) model. Estimates of parameters in the four models (two “long-range dependence”, two “short-range dependence”) were updated at six-monthly intervals over a 20 year period, and forecasts were compared using root mean square errors (rmse) between water-level forecasts and observed levels. As judged by rmse, performances of the two long-range dependence models, and of the ARMA (1,1) short-range dependence model, were very similar; all three out-performed the seasonal short-range dependence ARMA model. There was evidence that all models performed better during recession periods, than on the hydrograph rising limb.
Levy, L.
2012.
Duas traduções e um argumento - o 'sonho' do livre arbítrio segundo Espinosa. Ética, política e esclarecimento público: ensaios em homenagem a Nelson Boeira. (
Fonseca, A. C. da Costa, Pohlmann, E. A, Goldmeier, G., Eds.).:257–278., Porto Alegre: Bestiário
AbstractUm argumento esquecido em um verdadeiro arsenal de guerra que Espinosa se dedicou a reunir contra o que considerava um dos maiores, senão o maior, empecilho para que os homens alcançassem a verdadeira felicidade, a saber, o falso conceito que possuem da liberdade humana quando a tomam por uma liberdade de arbítrio, contrária a toda e qualquer necessidade. Argumento forjado, certamente, com boa dose de ironia e ânimo polemista contra um objetor que se diz defensor do cartesianismo, e, portanto, em certa medida contra Descartes. Apresentar um argumento que envolva a referência a situações oníricas contra a concepção cartesiana de liberdade como poder dos contrários é, certamente, pretender fazer o feitiço virar contra o feiticeiro. No entanto, para além desse encanto particular e quase anedótico, creio que esse argumento contribui com um bom ponto à inesgotável discussão sobre a natureza da liberdade, debate caro às inquietações filosóficas do nosso querido amigo. Ponto para cuja elucidação espero poder contar com sua ajuda, pois, como se poderá ver na sequência, minha compreensão do argumento é ainda bastante preliminar. Duas traduções porque as cartas onde esse argumento muito provavelmente surgiu pela primeira vez não contam ainda, até onde eu saiba, com uma tradução para a língua portuguesa que permita um acesso mais fácil ao pensamento do filósofo. Legitima preocupação pedagógica, uma entre muitas que caracterizam o professo Boeira.
Levy, L.
2012.
"Espinosa não sabia lógica". Liberdade sem contingência? Metafísica, lógica e outras coisas mais. (
Pereira, Luiz Carlos, Zingano, Marco, Levy, Lia, Eds.)., Rio de Janeiro: Nau Editora
AbstractHá mais de dez anos o prof. Luiz Henrique tornou público, com seu conhecido estilo, o diagnóstico que me havia formulado pessoalmente: a principal diferença entre as doutrinas de Espinosa e Leibniz sobre a liberdade consiste em que o primeiro, diferentemente do segundo, não sabia lógica. E, por isso, por mais que os estudiosos de Espinosa se dedicassem a defender sua teoria, todos esses esforços, por melhores e mais sofisticados que fossem, estariam fadados ao fracasso. De nada adiantaria expor de modo claro e preciso, como de fato vem sendo feito em excelentes livros e artigos, a sua ética e os conceitos que envolve. Nem mesmo o esclarecimento do sentido próprio e peculiar de suas opções metafísicas, de sua teoria dos afetos e de sua política, bem como do modo pelo qual todas essas teses e argumentos convergem para sustentar sua ética sem livre-arbítrio seria capaz de tornar aceitável a doutrina de Espinosa, visto que em sua base haveria uma recusa da realidade da contingência e dos futuros contingentes resultante de um “erro pueril” de lógica.
Tomei esse diagnóstico como uma provocação amistosa e como um desafio intelectual, e gostaria de aproveitar essa oportunidade para tentar responder, tomando como ponto de partida o extraordinário artigo de onde extraí a citação que abre este texto.