<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><xml><records><record><source-app name="Biblio" version="6.x">Drupal-Biblio</source-app><ref-type>32</ref-type><contributors><authors><author><style face="normal" font="default" size="100%">Carvalho, E. M.</style></author></authors><secondary-authors><author><style face="normal" font="default" size="100%">Perini, E. S.</style></author></secondary-authors></contributors><titles><title><style face="normal" font="default" size="100%">Em defesa da justificação perceptiva: desmistificando o mito do dado</style></title></titles><dates><year><style  face="normal" font="default" size="100%">2007</style></year></dates><urls><web-urls><url><style face="normal" font="default" size="100%">https://philpapers.org/rec/CAREDD-7</style></url></web-urls><related-urls><url><style face="normal" font="default" size="100%">https://professor.ufrgs.br/sites/default/files/eroscarvalho/files/tese-e.pdf</style></url></related-urls></urls><publisher><style face="normal" font="default" size="100%">Universidade Federal de Minas Gerais</style></publisher><pub-location><style face="normal" font="default" size="100%">Belo Horizonte</style></pub-location><abstract><style face="normal" font="default" size="100%">&lt;p&gt;Deste o ataque de Wilfrid Sellars às teorias dos dados dos sentidos, tornou-se difícil entender o papel da experiência perceptiva na justificação de crenças sobre o mundo. Muitos filósofos passaram a defender que a experiência apenas causa crenças, jamais as justifica. Nesta tese, defendo que a experiência justifica crenças empíricas não-inferencialmente. Explicito três acepções de 'justificação': embasamento, razão e legitimação. A idéia é que a experiência pode ser uma razão para crer. O sujeito pode se basear na sua experiência para formar ou manter uma crença sobre o mundo. A distinção entre veículo e conteúdo cumpre um papel importante nesta tese. A experiência perceptiva e a crença são veículos representacionais. Ambas podem carregar o mesmo conteúdo. Com este passo eu posso explicar a relevância do conteúdo da experiência para a verdade da crença. Também é preciso explicar como a experiência serve de razão para crer na perspectiva do sujeito. A inferência mostra como uma crença pode vir a ser uma razão para outra crença. Mas o modelo da inferência não pode ser usado para explicar a transição entre um estado perceptivo e um estado doxástico, pois a experiência pode ser um veículo não-conceitual. Proponho, seguindo Evans, que o ato de conceptualização envolvido na formação de uma crença sobre o mundo é a chave para entendermos como a experiência pode ser uma razão para crer, como a transição de um estado perceptivo para um estado doxástico pode ser racional. O empirismo defendido é mínimo. Embora a experiência sirva de justificador não-condicionado para crenças sobre o mundo, as crenças assim justificadas não são incorrigíveis.&lt;/p&gt;
</style></abstract><work-type><style face="normal" font="default" size="100%">PhD thesis</style></work-type></record></records></xml>